quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cansaço

Encosto-me num canto e decido deixar de respirar.
Cansei desta luta constante, desta vida...
Cansei desta busca interminável...
Cansei de ouvir as vozes, que não se calam, na minha cabeça.
Que a respiração termine e rápido. Não aguento mais a clausura neste vaso insípido.
Um vaso quebrado e sem sentido...
Encosto-me num canto e deixo-me ir...
Até sempre, que libertação ao deixar de existir!
Adelaide Miranda, in “Poesia, Textos e Devaneios”



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