terça-feira, 24 de outubro de 2017

Check-List: do sonho à realidade

Check-List: do sonho à realidade


A proatividade começa com a vontade enorme de seguirmos os nossos sonhos e atingirmos realização pessoal.
Começa por abrirmos um espacinho na nossa agenda e tentarmos encaixar um sonho gigante. Ao olharmos para aquele buraquinho e comprarmos com o tamanho dos nossos sonhos parece impossível. Baixamos os braços e desistimos à primeira. Não pode... Nunca vai caber...
Mas, na vida, tudo cabe com um pouqinho de vontade.
O segredo está em repartir o sonho gigante em pedacinhos de sonho mais pequeninos. Quebrá-lo em pedaços mensuráveis e fáceis de categorizar e encaixar naquele espacinho que sobra.
O segredo está em criar uma check-list para cada pedacinho e preencher o espacinho da agenda com os itens da check-list. Numera-los e fazê-los um a um, calmamente.
Riscá-los à medida que são concluídos e nunca passar ao seguinte sem concluir o anterior.
Aos poucos, os pedacinhos da check-list, que couberam naquele espacinho da agenda, vão sendo eliminados das tarefas a fazer. O mais engraçado é que com cada tarefa concluída o sonho não pára de crescer. Começa a ganhar forma até por fim estar ali à tua frente, completo e tão, ou mais, divinal como sonhaste.
E assim, do nada, em pequenos espacinhos e tarefas de uma check-list, o sonho impossível passa a ser uma realidade. 
Pois é, simples assim.


Adelaide Miranda, Outubro 2017

Saber mais: Guia Prático da Proativdade

Fazer a Diferença!

Fazer a diferença


Fazer a diferença não significa mudar o mundo mas sim, mudar o mundo de alguém.
Nem sempre são necessárias posses para influenciar de forma positiva a vida de alguém.
Fazer a diferença começa com amor ao próximo. Começa com a prática de dar sem esperar receber.
Fazer a diferença começa com ajudar alguém a atravessar a estrada, ajudar um idoso com os sacos de compras, dar direções a um estranho... É tão simples... É tão simples fazer a diferença.
Fazer a diferença começa por perguntar a alguém se está bem, abraçar alguém que precisa de um abraço, ouvir alguém que precise de ser ouvido. 


Para se fazer a diferença, por vezes, basta estar presente. Para se fazer a diferença, por vezes, basta separar o que já não nos serve ou já não tem uso e dar a quem precise.
E quando fazemos a diferença somos mais felizes. Somos preenchidos de energia positiva e o dia corre melhor.
A página "Teu Lixo Minha Bênção" foi criada para quem quer fazer a diferença. Foi criada para mudar o mundo de alguém. Para dar um berço a uma criança que precise, para agasalhar quem precise... Basta estarmos presentes, partilharmos... Fazer alguém feliz e acabarmos todos mais felizes.
Fazer a diferença é abrir a porta para a felicidade para o próximo e para nós. 
Vamos, juntos, fazer a diferença e ser felizes?



Adelaide Miranda, Outubro 2017

www.facebook.com/teulixominhabencao


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Encontra a tua Voz!

Não é por acaso que os médicos dão uma pequena palmada aos bebés imediatamente após o parto. A palmada serve para confirmar que a criança está respirando bem, visto que o choro sempre foi visto positivamente para liberar os pulmões. Os médicos procuram a voz do bebé!
A nossa função é encontrarmos a nossa voz e ajudarmos os outros a encontrar a deles. A nossa voz não apenas o som que emitimos quando falamos, a nossa voz é algo mais, é algo que vem de dentro.
A nossa voz é a sintonia de tudo o que nos proporciona bem estar: a nossa mente, o nosso coração, o nosso corpo e o nosso espírito. Ou seja, a nossa voz é o nosso “core”, o nosso centro.
Ok. Fácil dizer, certo? E como? Como encontrar a nossa voz? Tudo no mundo tem a sua própria voz, as pessoas, as empresas, o trabalho... Tudo tem um “core” que define a sua existência. Como encontrar a “tua voz”? Não é fácil. É necessário um balanço, uma sintonia. É necessário entrar em consonância com tudo o que nos define. Como?
A nossa mente é definida pelo nosso talento, pela nossa aptidão natural. O nosso coração é guiado por uma paixão, por algo que o faz mover. O nosso corpo tem necessidades básicas que devem ser satisfeitas. O nosso espírito é definido pelos nossos princípios, valores, integridade. Dito isto, como encontrar a nossa voz?
A nossa voz é a harmonia de tudo o que mencionamos. Ou seja, a nossa voz é algo que nós fazemos e que nos permite satisfazer a todos os requisitos. Algo que nos satisfaça a mente, o coração, o corpo e o espiríto simultaneamente. Não pode haver meio termo. Se algum dos requisitos não é cumprido significa que não estamos em sintonia com o nosso “core”. Há que redefinir, reestruturar por forma a atingir harmonia. Se satisfazes a mente, o coração e o corpo mas tens de passar por cima dos teus princípios para o fazer, não estás a “falar” com a tua voz. Estás a caminhar com uma voz tremida, aos soluços e com bastante dificuldade em ser compreendida.
Encontrar a voz, não é fácil. É preciso parar e escutar o nosso interior. É preciso errar, experimentar. Mas acredita, quando a encontrares vais perceber que é a melhor melodia do mundo e vais querer partilhar e ajudar os outros a encontrarem a deles.
Eu tenho procurado a minha voz, e tenho encontrado. Ninguém tem uma voz apenas, as paixões mudam, as necessidades do corpo mudam, e há medida que vamos vivendo experiências novas vamos adquirindo talentos e novos princípios. Já encontrei várias vozes em mim e sempre que sinto uma mudança, paro para reavaliar e reencontrar. Já não sei viver sem a minha voz e tu verás que assim que encontrares a tua, também não vais conseguir viver sem ela.




Texto: 
Adelaide Miranda, 04 de outubro 2017
Imagem: Internet

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mind you, I was there first!

The problem of the world is that we have all became selfish and self-centred.
So, I was sitting at a bench in the Park. I was having my lunch. This girl approaches the bench, and asks if she can sit. I obviously say: fine.
Her friend approaches the bench, and seats in the space available at the middle. No problem there, she is invading my personal space.
I continue eating my food. At some point the “friend” lights up a cigarette and starts smoking and throwing the smoke towards me. Mind you, I was eating my lunch!
I was there at first, minding my own business. I did not disturb anyone and I was hoping not to be disturbed. It would have been considerate if she could ask if the smoke bothered me before lighting up the cigarette. Mind you, I was there first!
So I got up and looked for another bench. The first girl looked at me with apologetic eyes and the smoker paid no attention to what happened. She was totally unaware.
It might seem like a small thing but it isn’t. This is what we have became: inconsiderate selfish bastards with no awareness of others.
This is why, there is a lack of love and respect in the world. People are totally unaware of their actions and how these actions affect other people.

And all I have to say is… Mind you, I was there first!

Adelaide Miranda, 29 September 2017

Deitada, inerte e em paz...


A sala estava escura, mas não o suficiente... Deborah, levantou-se e baixou os estores até extinguir o último pedaço de luz que desafiava a escuridão. Voltou, às apalpadelas, para o sofá e fechou os olhos. 
Idiota, pensou para si. No escuro, manter os olhos fechados ou abertos não faria a mínima diferença. Contudo, Optou por fechar os olhos, sentia-se melhor assim.
Pegou no comando e ligou a música. Deixou-se envolver pela melodia e permitiu-se viajar. Deitada, inerte e em paz. 
Por vezes, sentia necessidade de afastar-se do mundo e mergulhar no seu inconsciente, na sua alma.
A música era o meio de transporte para o outro lado. A música era das poucas coisas que lhe  permitia desacelerar o pensamento e desapegar-se das preocupações mundanas e rotineiras. Por momentos, estava em paz consigo mesma. Entendeu as suas aflições, receios e sonhos. Afastou o ruído de fundo e conseguiu olhar profundamente para dentro de si mesma. Afinal, não se tinha perdido. Afinal, a Deborah ainda ali estava. A sua essência mantinha-se a mesma. Deitada, inerte e em paz.
Assim permaneceu até o CD acabar. Respirou fundo, abriu os olhos e levantou-se lentamente como que ganhando noção do seu estado físico. 
Abriu os estores e acendeu a luz. Dirigiu-se para a cozinha e começou a preparar a lancheira do filhote.  A rotina diária, afinal de contas, ainda estava a começar. 

Texto: Adelaide Miranda, 29 Setembro 2017
Imagem: Trigger Image

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Um Amor Incompatível

Excerto

- Tenho medo que saias por essa porta e eu acorde. Tenho medo que isto não passe de um sonho. Tenho medo que o mundo te leve de mim. Liga a dizer que não estás bem. Vamos aproveitar só mais um dia...

- Não me tentes, João. Tenho mesmo de ir. E tu também... E amanhã podemos estar juntos, se quiseres, claro.

- Não vás... Fica com o João. João precisa da Sara. – disse em tom de brincadeira.

- Sara quer João. Sara precisa do João... – Beijaram-se e fizeram amor uma vez mais. João, levantou-se num pulo.

- Vamos. Se tens de ir, tens de ir já. Caso contrário não sais mais daqui. – Levou-a para casa. Pelo caminho, ambos sentiram o coração apertado e mal falaram dentro do carro. Sara foi dando as direcções quando fosse necessário e remeteu-se ao silêncio.

- Chegamos. – disse em tom de tristeza.

- Deixa-me acompanhar-te à porta.

- Não... Vai ser mais dificil, deixa-te estar. Daqui a nada estamos juntos, certo?

Assim que fechou a porta de casa, sentiu uma tristeza enorme. Sentiu um vazio e uma solidão repentina. Entrou no chuveiro e preparou-se para ir para a cama. Assustou-se com o toque da campainha.

- João? Então? Está tudo bem? Deixei alguma coisa no teu carro?

- Deixaste... Deixaste-me a mim.

Entrou no apartamento e foram para o quarto.

- Não vais trabalhar amanhã?

- Vou. Mas quero dormir contigo. Preciso de dormir contigo.

- Jura? E as tuas coisas?

- Tenho umas mudas lá na oficina. Não te preocupes.

Fizeram amor e enroscaram-se estafados. Sara, acordou com o alarme e amadliçoou a segunda-feira. Tomaram duche juntos e fizeram amor, uma vez mais. João, deixou-a no trabalho e despediram-se a custo.

- Não te esqueças de mim.

- Impossível... Espero conseguir lembrar-me de como se trabalha, isso sim.

- Sara... Não te esqueças de mim.

- Nunca.

- Jura.

- Quem mais jura mais mente. – respondeu com um sorriso. – E tu não te esqueças de mim.

- Impossível. Estás tatuada em mim.



- Tenho medo que saias por essa porta e eu acorde. Tenho medo que isto não passe de um sonho. Tenho medo que o mundo te leve de mim. Liga a dizer que não estás bem. Vamos aproveitar só mais um dia...

- Não me tentes, João. Tenho mesmo de ir. E tu também... E amanhã podemos estar juntos, se quiseres, claro.

- Não vás... Fica com o João. João precisa da Sara. – disse em tom de brincadeira.

- Sara quer João. Sara precisa do João... – Beijaram-se e fizeram amor uma vez mais. João, levantou-se num pulo.

- Vamos. Se tens de ir, tens de ir já. Caso contrário não sais mais daqui. – Levou-a para casa. Pelo caminho, ambos sentiram o coração apertado e mal falaram dentro do carro. Sara foi dando as direcções quando fosse necessário e remeteu-se ao silêncio.

- Chegamos. – disse em tom de tristeza.

- Deixa-me acompanhar-te à porta.

- Não... Vai ser mais dificil, deixa-te estar. Daqui a nada estamos juntos, certo?

Assim que fechou a porta de casa, sentiu uma tristeza enorme. Sentiu um vazio e uma solidão repentina. Entrou no chuveiro e preparou-se para ir para a cama. Assustou-se com o toque da campainha.

- João? Então? Está tudo bem? Deixei alguma coisa no teu carro?

- Deixaste... Deixaste-me a mim.

Entrou no apartamento e foram para o quarto.

- Não vais trabalhar amanhã?

- Vou. Mas quero dormir contigo. Preciso de dormir contigo.

- Jura? E as tuas coisas?

- Tenho umas mudas lá na oficina. Não te preocupes.

Fizeram amor e enroscaram-se estafados. Sara, acordou com o alarme e amadliçoou a segunda-feira. Tomaram duche juntos e fizeram amor, uma vez mais. João, deixou-a no trabalho e despediram-se a custo.

- Não te esqueças de mim.

- Impossível... Espero conseguir lembrar-me de como se trabalha, isso sim.

- Sara... Não te esqueças de mim.

- Nunca.

- Jura.

- Quem mais jura mais mente. – respondeu com um sorriso. – E tu não te esqueças de mim.

- Impossível. Estás tatuada em mim.
Adelaide Miranda