quinta-feira, 28 de junho de 2018

Dicas da Adelaide - Acredita nos teus sonhos!

Dicas da Adelaide - Acredita nos teus sonhos
“O sonho comanda a vida”! E comanda mesmo. Esta frase não é uma frase banal criada apenas para motivar em tempos de desânimo. O sonho comanda, mesmo, a vida!
Quem não tem sonhos apenas se arrasta pela vida. Os dias arrastam-se rotineiros e sem cor.
O sonho é o motor que nos faz vibrar, lutar, acreditar! 
O mundo em que vivemos hoje foi criado por sonhos. Alguém sonhou com a luz elétrica, alguém sonhou com carros movidos a motor, alguém sonhou com comboios e aviões, alguém sonhou com computadores e telemóveis, alguém sonhou...
Contudo, não sonharam apenas! Sonharam e acreditaram quando ninguém achou que era possível. Não baixaram os braços perante as adversidades e acreditaram até verem os sonhos materializarem-se. Chamaram-nos loucos! E a loucura dos grandes sonhadores molda a sociedade em que vivemos.
Sejamos todos loucos e acreditemos nos nossos sonhos. Façamos de tudo para dar-lhes vida!
Sonhem e acreditem nos vossos sonhos! Sonhem e sejam felizes, sempre!
Adelaide Miranda, in “Guia Prático da Proatividade”



Dicas da Adelaide - Sê Sociável

Dicas da Adelaide - Sê Sociável
O famoso rosto sisudo... Temos a tendência para estar de mal com o mundo. Acordamos com a cara trancada e vamos para a cama com a cara trancada. Não nos damos aos outros porque temos medo que tenham más intenções, afinal de contas são todos iguais. O justo paga pelo pecador, contudo devo dizer-vos que quem paga somos nós.
Não há nada melhor do que dois dedos de conversa genuína. Sentarmos e tirarmos tempo para verdadeiramente conhecermos as pessoas que nos rodeiam.
O maior presente que ganhei com a publicação dos meus livros foi o número de pessoas que conheci. Troquei o rosto sisudo por um sorriso e tenho vivido uma experiência maravilhosa. Há tanto para aprender com os outros. E para além disso, o sorriso e a boa disposição são o passaporte para a felicidade.
Abracem a vida sempre com um sorriso nos lábios, conversem com os vossos vizinhos, tirem tempo para ouvir as maravilhosas histórias de vida que existem à nossa volta!
Sejam sociáveis e verão que serão mais felizes!
Adelaide Miranda, in “Guia Prático da Proatividade”




Dicas da Adelaide - Amor, sempre!

Dicas da Adelaide - Amor, sempre!
Não existe felicidade sem amor. Porém, o amor deve ser definido. Quando falamos de amor, associam logo a um casal, a uma relação... O amor, porém, está relacionado com tudo o que fazemos. Devemos amar tudo o que fazemos, apreciar e valorizar.
Quando amamos o que fazemos deixamos de sentir o peso da obrigação. Fazemos porque queremos, porque nos sentimos bem a faze-lo e, como bónus, nem damos pelo tempo a passar.
É importante seguirmos os nossos sonhos e construirmos a nossa vida em função do que amamos e nos faz verdadeiramente feliz.
Devemos procurar um trabalho que amamos fazer, que nos faz sentir bem, que não é apenas uma forma de sustento. Tem de ser algo que nos dê prazer.
Devemos ter tempo para os nossos hobbies, para os nossos momentos a fazer aquilo que mais amamos.
No nosso dia a dia, se trouxermos amor connosco no coração seremos mais felizes em tudo o que fazemos.
Amem muito, amem sempre e sejam felizes!
Adelaide Miranda, in “Guia Prático da Proatividade”




Cansaço

Encosto-me num canto e decido deixar de respirar.
Cansei desta luta constante, desta vida...
Cansei desta busca interminável...
Cansei de ouvir as vozes, que não se calam, na minha cabeça.
Que a respiração termine e rápido. Não aguento mais a clausura neste vaso insípido.
Um vaso quebrado e sem sentido...
Encosto-me num canto e deixo-me ir...
Até sempre, que libertação ao deixar de existir!
Adelaide Miranda, in “Poesia, Textos e Devaneios”



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Dicas da Adelaide - Descobre a tua Vocação

Tenho aprendido muito...
Durante muito tempo senti que faltava alguma coisa. Sentia-me incompleta e muito ingrata.
Abençoada com uma profissão estável, com um filho maravilhoso e saudável, com uma família numerosa, muitas vezes sentia-me incompleta. Esse sentimento deixava-me muito infeliz porque sentia-me ingrata. Ingrata por ter tanto e ainda assim sentir que me faltava algo.
Virei-me para a minha poesia e percebi o que me faltava. Faltava-me a minha essência. Falta-me fazer as coisas que sempre me deram prazer quando era criança: escrever, inventar histórias, inventar músicas, inventar peças de teatro.... Deixei-me levar pela vida e perdi-me de mim mesma.
E uma vez mais, tal como na adolescência, a minha escrita salvou-me. O meu refúgio e a minha terapia são as palavras que fluem para o papel. 
Não sou formada em letras e por vezes, a maioria das vezes, sinto que a minha gramática não é suficiente para textos bem trabalhados e recheados com a beleza da literatura portuguesa. Confesso que tenho dificuldade com vírgulas e misturo, por vezes, os tempos verbais. Contudo, quando escrevo não é essa a minha preocupação. Quando escrevo a minha intenção é contar uma história. Uma história que tem que ser contada. Uma história que todos possam ler... Não sou formada em letras, mas sou formada em histórias.
Desde pequena que tinha a capacidade de ter os meus primos à minha volta ansiosos por novos capítulos das Aventuras do Xinbiliqui na Europa. Todos os dias os capítulos ganhavam mais suspense e reviravoltas. Afinal, sempre fui contadora de histórias.
E desde pequena que sempre tive a capacidade de resumir em palavras mais simples os tópicos mais complicados. É isso que faço com os meus guias. Tenho partilhar com os outros tudo o que aprendi com os livros que leio e que senti que tenha adicionado valor à minha vida. Gosto de partilhar experiências e comunicar. Afinal, sempre fui comunicadora.
Com isto, acabei por falar mais de mim do que esperava. O que quis partilhar convosco foi a necessidade que temos de não esquecer o que nos define. A necessidade de encontrarmos a nossa essência, o nosso talento...
Todos nós nascemos ricos, todos nós trazemos uma riqueza na nossa alma. Devemos fazer uso dessa riqueza, porque efetivamente é o que nos faz verdadeiramente feliz




Adelaide Miranda, Guia Prático da Proatividade

terça-feira, 5 de junho de 2018

Indecisão

Estava indecisa. Sempre teve dificuldades em tomar decisões relativamente ao seu futuro.
Era difícil escolher um caminho, sabendo que esse caminho pode mudar o curso de uma vida.
Imaginava-se em frente a um entroncamento, sem qualquer sinalização, sem saber qual o caminho a seguir. Sentia-se ansiosa, mas tinha de decidir.
Sentou-se à mesa e pegou num papel e caneta. Separou a folha com um risco ao meio. De um lado colocou os prós, e do outro os contras. Pensou racionalmente e olhou para a enorme lista de prós e o contra solitário. Contudo, o coração pesava ao olhar para aquele contra que sozinho parecia ter mais peso do que tudo o resto.
Racionalmente, sabia o que era melhor para si. Emocionalmente... 
A oferta de trabalho era irrecusável, tinha trabalhado arduamente durante vários anos e, finalmente, via o seu esforço reconhecido. Sempre quis ser a diretora do departamento, mas nunca imaginou que o fosse fazer na sede da empresa na Itália. Contudo, se aceitasse... Se aceitasse deixaria para trás o David... Seria impossível para ele largar tudo e ir com ela, e relações à distância não resultam...
Deborah, não sabia o que fazer. Ela e o David nunca tinham estado tão bem, a relação deles era maravilhosa...
Abanou a cabeça como que afastando qualquer mau pensamento. O que tinha que ser tinha muita força. Mesmo sendo tarde ligou para o David, tinha que falar com ele. Tinha que dizer-lhe o que tinha decidido...
- Olá amor, desculpa se te acordei...
- Nada disso. Estava a pensar em ti e nessa proposta de trabalho e não conseguia dormir...
- David, eu... Eu já tomei a minha decisão. - Falou com um nó na garganta.
- Deborah, sabes bem o que eu penso sobre essa oportunidade...
- David, escuta-me. Eu... Deixa-me falar, por favor...

David, calou-se. Deixou a noiva falar e aparentou estar calmo quando na realidade sentia o coração acelerado e um enorme aperto no estômago...

Adelaide Miranda, 05/06/2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Gratidão no coração: Sintam-se gratos e sejam felizes.

Nos últimos anos aprendi o verdadeiro significado de gratidão. 
Finalmente, após muitos anos a balbuciar a palavra sem afinco, e de uma forma meramente róbotica, aprendi a sentir gratidão.
Gratidão sente-se bem dentro de nós. É um sentimento poderoso que nos enche de forças para o dia a dia, para mais uma batalha, para mais um dia de vida!
Sinto gratidão no meu coração. Sinto-me grata por acordar e sinto-me grata por ter chegado ao final do dia e ir-me deitar. 
Sinto-me grata por respirar, por poder ver, ouvir, falar andar, comer, ter um teto sob a cabeça, ter o que vestir, ter uma forma de ganhar a vida, ter um filho saudável, ter uma família unida e na maioria saudável, ter amigos... Sinto-me grata por ser. 
Sinto-me grata por tudo o que me é dado nesta vida, as coisas boas e as menos boas. Aprendi que para crescer tenho de passar por coisas menos boas e fico grata por elas acontecerem  e eu ter a capacidade de tirar o melhor partido delas, nem que seja o aprender com os erros. 
Sinto-me tão grata por tudo, especialmente pelo dom que Deus me deu. Pela minha força e tenacidade, assim como pela minha fraqueza e fragilidade. 
Sinto-me grata pela caminhada dos últimos anos, pelas pessoas maravilhosas que apareceram na minha vida, pelos colegas escritores e autores com almas tão gigantes e generosas
Sinto-me grata e de coração cheio por ver o meu filho a crescer, acompanhar o seu dia a dia, partilhar das suas alegrias e tristezas e, acima de tudo, contribuir com o meu amor para o fortalecer.
É verdade... Nos últimos anos aprendi o verdadeiro significado de gratidão. Sinto-me grata. Sou grata... Poderia enumerar milhares de coisas pelas quais sou grata, mas consigo resumir numa apenas: sou grata pelo privilégio de viver!
Sejam gratos por tudo. Sintam-se gratos e sejam felizes, sempre!

Adelaide Miranda, 01/06/2018

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Livra-te das Pedras no Sapato

Muito nos queixamos nós... 
O povo português tem uma tendência em lamuriar-se e exprimir descontentamento a qualquer momento e sobre qualquer coisa.
Nunca estamos contentes com nada, reclamamos da vida, contudo pouco fazemos para mudar.
Queixamos da pedra no sapato, mas não tiramos tempo para parar, remover a pedra, e voltar a caminhar.
Se chove é porque chove, se está sol é porque não se aguenta o calor, os colegas do trabalho são chatos, o patrão é chato, não tenho trabalho, estou farta do trabalho....
Queixinhas e mais queixinhas e pouca ação.
Não estás contente? Faz algo para mudar as coisas em vez de perder tempo com queixinhas. Foca-te no que tens de bom e como podes alterar o que tens de menos bom.
Não gostas do teu trabalho, sacrifica-te e faz uma formação pós-laboral, atualiza o teu currículo, procura novas oportunidades... Faz-te à vida!
Desculpa, mas passar o dia com lamurias não vai mudar a tua vida.
Arregaça as mangas e vai à luta. Não descanses enquanto as coisas não mudarem. Não aceites coisas da vida que não queres... Proatividade! Persistência! Paciência! Força de Vontade!
Apenas com garra se luta pela vida que queremos. Foca-te!
Que terminem as queixinhas e comece a ação. Livra-te das pedras no sapato e volta a caminhar.
Só assim poderás ser feliz. 
Sejam felizes, sempre!

Adelaide Miranda, 30/05/2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

Um grande amor....

A vida corria lá fora, mas Deborah, trancada no seu quarto, estava parada no seu mundo.
Já lhe doíam olhos poisados sobre a fotografia, esbatida e envelhecida com o tempo, mas recusava-se a pestanejar. Queria que esta fosse a última imagem, o último momento, marcada na sua memória.
Sentia o corpo a fraquejar e a desfalecer. Já não tinha muitas mais horas para viver, sabia-o e sentia-o, mas não tinha medo. 
Viveu uma vida plena e só tinha um arrependimento: o de não ter largado tudo para ficar com o grande amor da sua vida.
Conheceram-se ainda novos, na escola secundária, e namoraram alguns anos até a família de Luís emigrar para os Estados Unidos. Durante meses e anos a fio, Deborah, carregou consigo o peso da dor de perder um grande amor. Luís tinha levado com ele uma parte do seu coração, contudo eram os dois menores e os desejos da família falavam mais alto.
A vida passou e ambos, em cantos opostos do mundo, construíram uma vida. Deborah casou-se com um colega da faculdade e Luís com uma americana que trabalhava na loja do seu pai. A vida passou, como sempre passa, mesmo com um pedaço arrancado do coração. 
Deborah amou o seu marido, o David, mas sabia que nunca iria amar ninguém como tinha amado o Luís. A mãe chamava de amores da adolescência...
Num acaso do destino, Deborah e Luís encontraram-se numa exposição em Lisboa. Esbarraram um no outro e, assim que os olhos se cruzaram, reconheceram-se imediatamente. Ficaram parados de olhos nos olhos durante uma eternidade... Beijaram-se e abraçaram-se... 
Sentaram-se num banco de jardim e falaram durante horas... Sem pensar, recolheram-se num hotel e amaram-se perdidamente. Deborah, entregou-se, finalmente, ao grande amor da sua vida como sempre tinha imaginado.
Luís pediu-lhe que largasse tudo e ficasse com ele. Os filhos já eram crescidos, todos haveriam de entender. Tinham poucos anos para viver, então que o fizessem juntos, finalmente juntos.
Deborah, com muito pesar, recusou. Não quis destruir a família que a tanto custo tinha construído. E queria guardar este amor como sempre o teve, puro e livre de discussões e problemas rotineiros. A sua relação com o Luís, sempre tinha sido uma relação perfeita e a sua salvação nos momentos de desespero... Não quis manchar o que tinha de mais belo.
Luís, partiu uma vez mais. Deborah, sentiu a dor de perder um grande amor, uma vez mais...
Com as mãos a tremer, fincou os olhos na foto de ambos, sentados no banco de um jardim, que um estranho tirou enquanto passava. Desde esse dia já se tinham passado 20 anos... Afinal, ainda lhe tinham restado 20 anos para viver o grande amor da sua vida...
Agarrou-se à foto e fechou os olhos... A vida que continuasse lá fora, a sua meia-vida tinha finalmente chegado ao fim.

Adelaide Miranda, 29/05/2018



sábado, 26 de maio de 2018

Disciplina: Estabeleçam rituais, definam regras e cumpram



Disciplina... “Self-Discipline” como se diz em inglês e em português, julgo eu, disciplina pessoal?
Estar ausente do meu país durante tanto tempo gerou uma dificuldade em relembrar-me de alguns termos técnicos. Falemos então de “self-discipline” para que eu possa efetivamente entender o que vos quero dizer.
Temos uma tendência de deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Arranjamos desculpas para adiar o que tem que ser feito, ou porque não temos vontade, ou porque temos outras coisas, que julgamos mais importantes, para fazer.
Contudo, “self-discipline” é a capacidade de fazer o que tem de ser feito independentemente do nosso estado de espírito. Tem a ver com o ditado “o que tem que ser tem muita força”, mas cada indíviduo tem a sua própria definição de urgência e de prioridades.
“Self-discipline” está relacionado com a capacidade de cumprirmos as nossas tarefas, obrigações ou rituais independentemente da nossa vontade. Por exemplo, irmos para a cama sem lavar os dentes porque simplesmente não apetece é uma falha na disciplina. Não fazer exercício matinal porque amanhã é outro dia, é uma quebra de disciplina. Prometer algo e não cumprir é uma quebra de disciplina.
Temos de ter a capacidade de cumprir com as nossas obrigações, necessidades físicas, psicológicas, e compromissos sociais independentemente de nos apetecer ou não. Ter a capacidade de cumprir com as promessas que fazemos a nós próprios é uma das maiores necessidades do ser humano. Define a nossa integridade, a nossa superação, a nossa capacidade de ser genuínos.
É incrível como todos os caminhos nos levam à capacidade de sermos nós mesmos. Ter disciplina implica um reconhecimento de que tudo é uma aprendizagem da nossa capacidade de superação. Aquele relatório que prometemos entregar e já passa das duas da manhã e continuamos em frente ao computador pelo simples facto de cumprir o que prometemos, mesmo quando já se nos fecham os olhos. A sensação de orgulho que sentimos por termos tido a capacidade de superar um desafio pelo simples facto de que não tinhamos como não o superar sem quebrar a disciplina.
Devemos disciplinar a nossa mente e o nosso corpo de acordo com os nossos valores, necessidades físicas e obrigações para com a sociedade.
Deixar para amanhã é o mesmo que adiar a vida e perder um pedacinho do que nos torna íntegros e nos valoriza. A valorização é algo muito pessoal. Todas as noites olho-me ao espelho e relembro cada desafio superado... Faz parte da minha disciplina avaliar o que fiz hoje e preparar o meu amanhã.
Por vezes, quebro a rotina, mas tenho noção que terei a oportunidade de me redimir. Não me recrimino por falhar, felicito-me por voltar a tentar.
Estabeleçam rituais, definam regras e cumpram. Superem-se e sejam genuínos.Sejam felizes, sempre.

Adelaide Miranda 26/05/2018



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Conselho de vinho, falso caminho.

O português tem a mania de dar conselhos. Existem, até, vários provérbios sobre conselhos, sendo o mais famoso: "Se conselho fosse bom ninguém dava".
Eu, infelizmente, tenho a mania de dar conselhos. Escapa-se sempre a boca para interferir onde não devo. Defeito de fabrico, mas em estado de reparação. Contudo, tenho uma pequena particularidade. Não dou conselhos sem fundamento. Apenas aconselho com base na minha experiência. Por exemplo, antes de poder vender algum imóvel a alguém tive de comprar, gerir, colocar as mãos na massa. Os meus conselhos têm fundamento e dados concretos baseados na minha vivência. Não gosto de atirar coisas para o ar sem saber do que estou a falar.
Não posso pedir à minha funcionária para se empenhar e cumprir prazos se eu mesma não o fizer. Não posso exigir o que quer que seja sem ter, eu mesma, capacidade de o fazer.
Ou seja, tento que os meus conselhos tenham legitimidade. A melhor coisa do mundo é ser legítimo. Embora "conselho e rapé só se dá a quem quer", tento que os conselhos que dou tenham alguma validade, ao menos para mim. Não posso aconselhar sem ser a maior seguidora do meu conselho.
Sendo portuguesa, é difícil ver a calar, está-me no sangue... Contudo, tento que quando falo as minhas palavras sejam legítimas. A legitimidade tem a ver com a autenticidade. Se tenho conselhos para dar, que seja a mim mesma. Tenho de ter a capacidade de viver de acordo com aquilo que digo.
Tenho, com o tempo, aprendido a observar e a falar menos. Contudo, quando me foge a boca que seja para a verdade. Vivo de acordo com os meus valores e lições aprendidas com a minha experiência. Aconselhem-se e sejam legítimos. Sejam legítimos e sejam felizes, sempre!

Adelaide Miranda, 25/05/2018


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Os piores momentos são oportunidades de aprendizagem. Sejam felizes, Sempre!

Ontem, em dia de apresentação do livro do André Sousa, "Quem ama não esquece", o André disse algo que me relembrou da natureza humana: o foco que temos nas coisas menos boas em detrimento das coisas boas.
Somos abençoados com tanta coisa, mas temos a tendência de manter o foco no que de menos bom temos, talvez porque doa e a dor marca.
A dor deixa cicatrizes fincadas no nosso coração e, por vezes, na nossa pele. Cicatrizes que temos tendência de ver como uma lembrança da dor... O erro é esse. As cicatrizes devem ser lembranças de aprendizagem, de superação!
Desculpem dizer-vos, mas na minha opinião somos abençoados com coisas menos boas. As coisas menos boas são as que nos permitem crescer e aprender. Temos de parar, sentir, e chorar, se for preciso, mas analisar. Analisar para perceber qual a lição que devemos tirar da situação. Devemos abençoar as coisas menos boas porque nos permitem crescimento.
Indo mais longe, na minha opinião, as coisas mais boas são formas que Deus tem de falar connosco. É a forma que ele tem de nos fazer analisar e por vezes mudar de caminho. Isto porque só a dor nos alerta, e se não houver dor não há aprendizagem ou paragem....
E concordo, existem coisas menos boas que nos doem e dilaceram a alma. Eu sei... Eu sei o que isso é... A dor de perder uma irmã, jovem, marca-me profundamente e carrego essa cicatriz na alma e na pele. Contudo, dessa dor surgiu um sobrinho que se tornou num filho. Perdi uma irmã e ganhei um filho. Ganhei maturidade. Na altura, forcei-me a terminar o curso porque sabia que as responsabilidades iriam, um dia, recair sobre mim. Uma lição pesada mas valiosa, que não me permite desistir, que dá-me força para continuar nos momentos mais complicados.
 O preço a pagar por essa lição foi alto demais para não aprender com ela.
Apreciem os bons momentos, mas apreciem com mais atenção os momentos menos bons. São que nos fazem crescer e enaltecer a alma.
Por isso, todos os dias agradeço por todos os momentos que vivi na minha vida porque todos eles permitiram que eu crescesse e amadurecesse.
Grata, meu Deus, por tudo o que me deste, o que me darás hoje e trarás amanhã. E só te peço que eu tenha a capacidade de aprender com todos eles e crescer como TU tens planeado para mim.
Os momentos menos bons, não são os piores, são os melhores porque eles nos fazem crescer e chegar mais perto do objetivo final: sermos verdadeiramente felizes, plenos e agradecidos.
Sejam felizes, sempre!

Adelaide Miranda, 24/05/2018




segunda-feira, 21 de maio de 2018

Só com amor vale a pena. Sejam felizes, sempre!

Estive presente no aniversário da minha irmã, em que o meu cunhado pediu-a em casamento. Foi  emocionante, decidiram casar a 18 de Maio de 2019 com toda a pompa e circunstância, pela igreja, e numa quinta paradisíaca no Porto, em Portugal.
Porém, há sensivelmente três semanas atrás, a minha irmã comentou que decidiram casar mais cedo no civil e que, para não terem várias datas de aniversário de casamento, optaram por 18 de Maio de 2018 para o fazer. Não comentou com ninguém porque como já tinham feito os convites para dia 18 de Maio do ano seguinte, não fazia sentido....
Não fazia sentido? Efetivamente, para mim, o seu estado civil iria alterar-se no momento em que se casasse no civil. O meu pai e os familiares mais próximos foram da mesma opinião que eu e rapidamente nos apressamos a comprar bilhetes para ir ao Porto assistir à cerimónia civil.
Acontece que, nunca estive presente num casamento tão bonito. Preparado sem pompa e circunstância, tornou-se numa festa maravilhosa onde se celebrou o amor. Esteve presente quem achou que devia estar e que queria presenciar a união de ambos. A cerimónia civil foi lindíssima, com direito a poesia e textos bíblicos. Na sala de registo encheu-se a atmosfera de amor e de boa disposição. Para minha surpresa o meu cunhado adotou o nome de família da esposa para que os filhos e os pais tivessem todos o mesmo apelido: Miranda Borges.
Confesso que engoli em seco e contive-me para não chorar. Tenho a certeza que se o fizesse não iria conseguir parar...
Fomos almoçar num restaurante ao lado do registo, à última hora reservado pela mãe do noivo, e experienciei magia. Na pequena sala do restaurante transbordou o amor. Nunca me senti de coração tão cheio. Naquela sala, estava verdadeiramente uma família unida pelo amor. Não éramos a família da Sara e a família do Henrique. Éramos apenas uma família. Estávamos unidos pelo mesmo amor e convivemos como se já nos conhecêssemos há mais de 30 anos. Os donos do restaurante celebraram connosco e até direito tivemos a concerto no piano. Celebrámos o amor da melhor forma possível: em união.
Um casamento preparado à pressão, sem pompa e circunstância... Um casamento em que o amor encheu a sala e o coração de todos presentes. Um casamento que me fez pensar no que realmente importa no casamento. O casamento não se trata de festas de arromba e quintas maravilhosas... Seja como for celebrado, numa quinta ou numa pequena sala, ou até mesmo à beira-mar, o melhor do casamento é o amor. O motivo pelo qual duas pessoas se unem: a vontade expressa de se tornarem um só e passar o resto dos seus dias fazendo o outro feliz.
Efetivamente foi isso que experienciei no casamento Miranda Borges: o amor na sua mais linda forma espiritual e física.
A vós, meu cunhado e minha irmã, desejo que sejam felizes para sempre e que todos os dias da vossa vida se lembrem do motivo pelo qual nos unimos todos naquela sala. Agradeço-vos por me permitirem fazer parte de um dos momentos mais bonitos da minha vida.
A vós, peço-vos que lembrem-se sempre que só com amor vale a pena. Sejam felizes, sempre!

À Sara e ao Henrique! Sejam Felizes!

Adelaide Miranda, 22/05/2018


A vida é só uma e nenhum dia se repete. Sejam felizes

Na corrida do dia-a-dia, esquecemos de viver. É incrível como não paramos para a apreciar a natureza que nos rodeia, as pessoas que nos rodeiam...
Temos uma lista de tarefas para cumprir e passamos o dia em modo robot a percorrer a lista como se não houvesse amanhã. Terminamos estafados com mais de metade das tarefas por fazer e acrescentamos à lista do dia seguinte. E a lista aumenta, as tarefas multiplicam-se exponencialmente, e nunca temos tempo para viver. Corremos tanto e dizemos que estamos ocupados a viver, mas efetivamente estamos ocupados a deixar o tempo passar.
Estamos presos no ciclo da sociedade em busca de um padrão idealizado sem alguma praticalidade.
No outro dia, reparei num cão, deitado à beira da estrada, a dormitar debaixo do sol e senti inveja. Quis deitar-me ao lado dele sentindo o sol a banhar-me a pele. O cão, que chamamos rafeiro, tem todo o tempo do mundo para aproveitar o que é realmente de valor. Na realidade, o melhor da vida não tem preço.
Tentem parar um pouco durante o dia. Apreciem o que de mais belo a natureza nos oferece. Sentem-se, ao entardecer, a apreciar o por-do-sol, ou deitem-se de papo para o ar como o meu amigo cão rafeiro.  A vida é só uma e nenhum dia se repete... Apreciem o que realmente não tem preço e sejam felizes!

Adelaide Miranda, 22/05/2018

Foto por Pedro Ferreira

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Ser mãe é o desafio mais gratificante

Pela primeira vez na vida, Deborah, demorou a responder.
Não sabia o que dizer... Por fim, disse que ser mãe era efetivamente a tarefa mais complicada que tinha na vida. Como engenheira, Deborah, sabia a fórmula para solucionar problemas. Como mãe, Deborah, tinha dificuldade em saber qual a melhor forma de agir.
Ficava sempre a dúvida se era branda demais ou rígida demais. Ficava sempre a dúvida se mimava demais...
Em engenharia existem fórmulas, métodos, protocolos, livros de texto com toda a informação necessária para chegar-se a uma decisão baseada em fatos. Ou seja, todas as decisões eram justificáveis.
Como mãe, em situações de conflito, as decisões eram dificeis de justificar. Por vezes, era difícil saber o que fazer, como agir...
Como superou essa dificuldade? O entrevistador perguntou uma vez mais. Deborah, sorriu e explicou que não a superou porque seria mãe para sempre. Supera todos os dias e a única fórmula que a guia é efetivamente o amor. Ser mãe é efetivamente a tarefa mais complicada, mas decididamente a melhor do mundo, a mais gratificante, a mais valiosa... Os desafios supera sempre com o amor incondicional que é característico de um amor como este...
Afinal, a pergunta não era tão difícil assim.

Adelaide Miranda, 18/05/2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A dona da razão e a sua solidão.

Deborah, tinha a mania que sabia de tudo. Raramente tinha paciência para ouvir os outros.
Achava-se a dona da razão. Escutar, simplesmente, não estava no seu dicionário.
Com o passar da vida, Deborah, foi ficando cada vez mais isolada, mais sozinha. Encontrou-se na companhia da sua razão. Tomava o pequeno almoço com a sua razão, conversava com a sua razão, trabalhava com a sua razão e deitava-se com a sua razão.
Sentia-se triste com a sua razão, até porque não havia ninguém para a desafiar. Não haviam desafios nem conversas. Deborah, tinha a sabedoria com ela e não se sentia feliz.
Um dia, sentou-se à mesa com os outros e deixou a sua razão de lado. Não proferiu uma palavra. Quem a conhecia estranhou tal facto, era raro Deborah não deixar a sua razão falar.
Nesse dia, apenas deitou-se com a sua razão, não passou o dia com ela. E o dia, afinal de contas, até correu bem.
Passou a pedir à sua razão para escutar a razão dos outros. Afinal, ter razão e não ter com quem a partilhar não fazia muito sentido.
A razão obedeceu e, Deborah, reparou que afinal não sabia tudo. Nos últimos meses tinha aprendido coisas valiosas. Tomava o pequeno almoço com os amigos, sim, encontrou amigos, escutava os amigos, trabalhava com os amigos e deitava-se com a sua razão.
Deborah, nesses dias, sentiu uma leveza que a acompanhava. Ter sempre razão era, afinal, um fardo muito grande de carregar. Deborah, estava leve e feliz. Supreendeu-se quando a dada altura, enquanto escutava os amigos, estes perguntaram a sua opinião. Gostavam de ouvir falar a sua razão. Deborah, pensou cuidadosamente e deu a sua opinião com base no que tinha ouvido nos últimos tempos. Todos ouviram calados e assentiram com agrado. Deborah tinha razão, concordaram com ela. As conversas entre amigos continuaram e, Deborah, trazia a sua razão com ela, escutava atentamente, e apenas a permitia falar quando parecesse oportuno ou quando a questionassem. Afinal, ter razão e ter com quem a partilhar fazia todo o sentido.
Deborah, deixou de ter a mania que sabia de tudo. Raramente tinha paciência para falar sem motivo aparente para o fazer. Deborah, aprendeu a viver com a sua razão e a razão dos outros. Deborah, nunca mais se sentiu sozinha. Deborah, sentiu-se mais leve e feliz. Era tão bom ter algo para partilhar com os outros!
Deborah, deixou de ter sempre razão e passou a ser mais feliz. E assim, terminou os seus dias.
Adelaide Miranda, 17/05/2018


Sejam genuínos e sejam felizes!

O segredo da felicidade é nunca deixarmos de ser quem somos.
Temos a tendência para assumir um "papel" perante a sociedade. Papel esse que pensamos ser indispensável para que possamos ser aceites ou para que as pessoas gostem de nós.
A realidade é que se temos de usar máscaras para que alguém goste de nós significa que não estamos perante as pessoas certas. Não é a nossa personalidade que está errada, mas sim o "grupo" onde estamos inseridos. Se temos de "adaptar" quem somos significa que estamos a forçar a nossa presença num local onde não pertencemos.
E essa mudança, vestir constantemente a personagem que criamos, apenas nos deixa cada vez mais infelizes. Cada vez mais perdemos a nossa essência e nós próprios deixamos de gostar de quem somos. Não nos identificamos com o "papel" que criamos e passamos a destestar a imagem que vemos no espelho.
Pois é... O segredo da felicidade é sermos genuínos. Quando somos genuínos não precisamos de atalhos e subterfúgios perante pessoas genuínas. Quando somos genuínos o sorriso é aberto, o positivismo e o bem estar perdomina. Quando somos genuínos somos verdadeiramente felizes.
Sem darmos conta rodeamo-nos de pessoas tão genuínas quanto nós e encontramos o grupo que nos aceita por quem somos. Vivemos livres sem máscaras. Vivemos até mais saudáveis pois o sorriso é o antídoto para a doença.
Por isso, nunca deixem de ser quem são. Sejam genuínos e nunca estarão sós. Existirá sempre a pessoa do outro lado do espelho que vos ama, que sorri com a vossa presença.
Sejam genuínos em todas as situações no vosso dia-a-dia. Aceitem as vossas qualidades e os vossos defeitos. Apenas aceitando quem somos podemos melhorar o que há para melhorar e valorizar o que há para valorizar.
Sejam genuínos e sejam felizes. Não há outra fórmula para a felicidade!

Adelaide Miranda, 16/05/2018

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Deixem a Alma viver!

Tentaram calar a minha vocação matando o meu sonho.
Desde cedo tentaram moldar a minha pessoa aos olhos da sociedade, para ficar bonita no quadro ou ao menos pertencer ao mesmo.
Tantas foram as vezes que eu ouvi dizer que canto bem mas não o suficiente para ser uma cantora que conseguisse "pagar as contas" só com a música.
Tantas foram as vezes que ouvi dizer que escrevo bem mas não o suficiente para ganhar a vida com a minha escrita.
Tantas foram as vezes que ouvi dizer que com o meu feitio nunca teria pessoas à minha volta que quisessem trabalhar comigo...
Tantas, mas tantas foram as vezes que tentaram matar quem realmente sou e em parte conseguiram.
Por longos anos conseguiram matar a minha essência, mas a alma é mais forte. A alma transborda de paixão e a paixão não morre. A paixão liberta-se, mais cedo ou mais tarde.
Que se calem as vozes da discórdia e do medo. Que se calem, por favor.
Faço aquilo que gosto porque só assim me sinto viva! A nossa vocação é a força que sustenta a nossa alma. Não permitam que a deixem morrer, sem alma não há vida.
Façam aquilo que gostam, pelo prazer de gostar de fazer, e sejam felizes! 

Adelaide Miranda, 15/05/2018

Coração Gelado

Acordei no frio, esta manhã.
Gelei na cama fria devido à tua ausência. 
Não me quis levantar...
Deixei-me estar gelada à espera...
Lá fora, a vida deixou de ter interesse.
De que me interessa viver, gelada, sem ti,
Com o coração em gelo e hirto,
sem vontade de bater?

Adelaide Miranda, 14/05/2018


domingo, 13 de maio de 2018

Ouçam e sejam felizes!

Temos uma tendência nata para falar e não ouvir.
Falamos pelos cotovelos e não paramos nem sequer para ouvir o que nós próprios temos a falar.
O pior é que falamos por falar... Não nos damos ao trabalho de pensar duas vezes antes de atirar cá para fora as palavras que rolam nas nossas bocas.
Uma tendência nata e perigosa.
Há coisas que não devem ser faladas. Há coisas que depois de faladas não conseguimos que voltem atrás. É perigoso falar por falar.
Com o tempo, tenho aprendido a ouvir. Passo mais tempo a ouvir os outros do que própriamente a falar. Ouço com atenção. Tenho aprendido muito mais agora que não tenho o som da minha própria voz como ruído de fundo...
E consequentemente tenho sido mais feliz. Tenho a vida mais cheia com a experiência e sabedoria que absorvo dos outros. 
É bom ouvir. Guardem as palavras para a altura certa, depois de bem pensadas.
Ouçam... Ouçam, aprendam e absorvam.
Sejam felizes, sempre!

Adelaide Miranda, 13/05/2018